Ong Instituto Gabi abre vagas para deficientes de 6 a 11 anos
Terão preferência famílias em situação de vulnerabilidade social que sejam moradores do Jabaquara e região. É indispensável apresentar relatório médico da deficiência intelectual com CID
São Paulo, 1 de setembro de 2010 – O Núcleo de Habilitação e Reabilitação Social de pessoas com deficiência do Instituto Gabi acaba de anunciar que estão abertas as inscrições para preencher algumas vagas existentes. Serão contempladas crianças de seis a onze anos de ambos os sexos.
As crianças receberão atendimento diário, durante quatro horas – das 8h às 12h, de segunda a sexta-feira – nas áreas da saúde, educação e cultura.Além disso, a instituição desenvolve outras ações junto às famílias destas crianças por meio da orientação psicossocial e de um projeto de geração de renda.
Para efetuar as inscrições, é preciso que o responsável pelo menor leve relatório médico de deficiência intelectual com o código CID (Código Internacional de Doenças). Terão preferência moradores do Jabaquara e região. O Instituto Gabi fica na rua Gustavo da Silveira, 128, bairro Vila Santa Catarina, São Paulo. O telefones é (11) 5564-7709 e o site; www.institutogabi.org.br .
Conheça um pouco mais sobre o Instituto Gabi
Transformar a dor em caridade não é fácil. Após perder, em fevereiro de 2001, sua pequena filha Gabriele, de apenas seis anos, em um atropelamento, o jornalista Francisco Sogari, que estava com Gabi no momento do acidente, viu-se na situação de dor de tantos pais que perdem seus amados filhos vítimas da violência. Porém, juntamente com a esposa, a pedagoga Iracema Sogari, ele decidiu transformar sua dor em um gesto de amor: o casal fundou o Instituto Gabriele Barreto Sogari, conhecido como Instituto Gabi,.
Instalado no bairro de Vila Santa Catarina, na zona Sul de São Paulo, o Instituto Gabi em poucos anos tornou-se referência no atendimento dos portadores de deficiência. Com o trabalho social, o casal Sogari encontrou um novo sentido para sua vida. “Hoje minha vida mudou completamente. A dor continua, mas vejo que a Gabriele está presente no semblante dos deficientes que são atendidos na casa a ela dedicada”, revela Sogari.
O jornalista divide seu tempo como professor universitário em duas universidades e na gestão deste projeto social. “Ainda encontro tempo para me dedicar à família, sobretudo ao João Filipe, filho de 11 anos, com quem jogo futebol e torço fanaticamente para o Internacional” declara. A esposa Iracema, que é pedagoga pós-graduada, com experiência de 20 anos em educação especial, conhece bem a realidade destas pessoas. “O atendimento do serviço público é deficitário. Uma escola especial é muito cara, passa de R$ 1 mil. As instituições que deveriam acolhê-las acabam encaminhando para nós”, declara Iracema Sogari.
O casal busca a auto-sustentabilidade do projeto. “Conseguimos atender gratuitamente 70 crianças e adolescentes com deficiência. A Prefeitura cobre apenas parte dos gastos. A receita restante provém de trabalho e generosidade, muito empenho na captação de recursos e a resposta de pessoas e empresas que são sensíveis e apostam em nosso trabalho. Queremos que o projeto seja viável, auto-sustentável e gere mais divisas para atender as famílias que batem às portas do Instituto em busca de uma vaga”, conclui Iracema.
Francisco Sogari aponta os dez principais motivos que o levaram a ser um voluntário por mundo melhor. Acompanhe:
1- Porque acredito que o amor é a única força capaz de transformar o homem e o mundo;
2- Se eu uso energia para tantas coisas, por que não posso usar uma parte para o bem?
3- Porque Deus me dá 168 horas semanais. Por que não doar algumas horas da semana ou do mês como forma de gratidão a Deus?
4- Porque estou fazendo a minha parte e não espero que a mudança caia do céu;
5- Porque tenho a convicção de que no trabalho voluntário mais do que dar eu estou recebendo;
6- Porque acredito na vida futura e na outra dimensão, onde o mais importante não são os diplomas, a fama, o dinheiro, os bens materiais, mas sim o bem que tiver feito ao meu próximo;
7- Porque ser voluntário não requer especialização nem ter muitas posses, basta abrir o coração e doar-se para o próximo;
8- Porque ingresso num triplo movimento: dar o peixe na hora da fome, ensinar a pescar para que a fome não volte e criar condições para que haja pesca, dignidade, justiça social, etc.
9- Porque acredito numa frase que minha filha pronunciou com apenas seis anos: “Quem ajuda os outros é feliz”.
10- Porque hoje temos bons recursos técnicos que permitem ‘voluntariar’ sem sair de casa, ajudando projetos sociais em várias áreas: eventos, divulgação, campanhas e outras iniciativas.
Para doar objetos, brinquedos e roupas, ou oferecer trabalho voluntário, deve-se estabelecer contato com o Instituto Gabi, pelo telefone (11) 5564-7709, pelo email institutogabi@terra.com.br ou consultando o site www.institutogabi.org.br.
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