CCBB apresenta Vale a Pena Ouvir com shows grátis na Praça do Patriarca
O projeto reúne diversidade de estilos musicais e artistas de várias regiões do
Brasil: Fim de Feira, Andrea Amorim, Forró no Escuro, Gabriel Sater e Cabruêra.
O Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB – SP) apresenta – a partir de 3 de setembro – a série musical Vale a Pena Ouvir, que acontece ao ar livre (grátis) na Praça do Patriarca, centro de São Paulo, às 12h30. São cinco espetáculos com duas sessões cada (às sextas-feiras e aos sábados, ao meio-dia e meia), reunindo facetas da diversidade musical do Brasil como o tradicional forró, a música regional (nordestina e pantaneira), o rock mesclado com o canto lírico e a música eletrônica com o cancioneiro popular.
O grupo pernambucano Fim de Feira, em apresentação inédita em São Paulo abre a temporada (3 e 4 de setembro), seguido pela pernambucana Andrea Amorim (17 e 18 de setembro), pela banda mineira formada por deficientes visuais Forró no Escuro (1 e 2 de outubro), pelo paulistano-pantaneiro Gabriel Sater (15 e 16 de outubro) e pelos paraibanos do Cabruêra (29 e 30 de outubro), que fecham o projeto.
Para Marcelo Mendonça, diretor do CCBB, “esta iniciativa é um convite ao paulistano para fazer uma pausa e apreciar sonoridades diferentes no centro histórico da cidade”. Essa é a terceira série de shows realizada ao ar livre, numa proposta de levar ao público em trânsito um pouco da programação cultural da instituição.
Todos os grupos e artistas convidados possuem trabalhos reconhecidos em suas respectivas regiões e até mesmo no Exterior; alguns trazem o aval de artistas de renome nacional. A seleção envolveu uma minuciosa pesquisa em busca da diversidade de gêneros e da qualidade artística somada às particularidades dos estilos. O resultado é um projeto rico em sonoridades e elementos da cultura brasileira.
Vale a Pena Ouvir
3 e 4 de setembro: Fim de Feira (ritmos nordestinos com poesia de cordel)
17 e 18 de setembro: Andrea Amorim (rock-lírico)
1º e 2 de outubro: Forró no Escuro (deficientes visuais no forró)
15 e 16 de outubro: Gabriel Sater (regional pantaneiro)
29 e 30 de outubro: Cabruêra (cancioneiro e música eletrônica)
Local: Praça do Patriarca – Centro/SP
Sextas e sábados – às 12h30 – Informações: (11) 3113-3651 / 3113-3652
www.bb.com.br/cultura e www.twitter.com/ccbb_sp
Grátis (ao ar livre) – Classificação etária: Livre – Duração: 60 min – Capacidade estimada: 500 pessoas
Patrocínio: Banco do Brasil
Realização: Centro Cultural Banco do Brasil
Apresentações de setembro
- Fim de Feira (Recife, PE) - 3 e 4/9
Integrantes: Bruno Lins (voz e violão), Tonzinho (bandolim, guitarra e viola), Lucivan Max(percussão), Jean Brow (baixo), Toinho (sanfona) e Márcio Albuquerque (bateria).
Vencedor do Prêmio da Música Brasileira 2009 como melhor grupo regional, o Fim de Feira se apresenta pela primeira vez em São Paulo e mostra os mais expressivos ritmos da música nordestina atrelados à criatividade da poesia de cordel. O show traz canções de Bruno Lins e Tonzinho (integrantes do grupo), Jackson do Pandeiro (“Sina Cigarra”), Sivuca (“Feira de Mangaio”), Waldir Azevedo (“Delicado”), Chico César (“Sem Ganzá Não é Coco” e “Pedra de Responsa”), Luiz Gonzaga (“Cigarro de Paia”), Lennon & Mccartney (“Eleanor Rigby”) e outros.
Destaque entre os grupos da nova geração pernambucana, a banda – surgida, em 2004, na efervescente cena musical recifense – busca conciliar tradição e modernidade dentro de uma nova estética, promovendo um encontro entre passado e presente, rural e urbano, música e poesia. O grupo ganhou notoriedade com shows em festivais pela Europa e apresentações ao lado de nomes consagrados da MPB como Luiz Melodia, Chico César, Xangai, Geraldo Azevedo, Renato Teixeira e Quinteto Violado. No ano passado, gravou o programa Ensaio da TV Cultura, apresentado por Fernando Faro, e, recentemente, fez 10 apresentações em Cuba, em festival realizado em países do Caribe.
Em 2008, o Fim de Feira gravou o primeiro CD, A Revolução dos Pebas, com participação de músicos e poetas nordestinos. Ao longo das 14 faixas, aposta numa variação de ritmos que vão do baião ao carimbó, passando pelo choro, forró, maxixe e cantigas de viola, além da constante presença da poesia de cordel. O disco foi considerado pelo público e crítica como um dos melhores trabalhos realizados em 2008. Em setembro deste ano, além da apresentação no projeto Vale a Pena Ouvir, o grupo lança o DVD Fazendo a Revolução, documentário sobre a história da concepção e produção do disco de estreia.
- Andrea Amorim (Garanhuns, PE) - 17 e 18/9
Músicos: Andrea Amorim (voz), Daniel Figueiredo (teclado), Paulo Mattiazzo (guitarra), Daninho (bateria) e Joãozinho Sousa (baixo)
“Achei Andrea Amorim espetacular! É uma das melhores ou a melhor coisa pop que vi nos últimos anos. Não tenho dúvidas do estouro dessa menina. Não vai dever nada nem a Rita Lee, nem a Janes Joplin, sem exagero nenhum de minha parte.” Foi assim que Roberto Menescal se referiu à cantora pernambucana Andrea Amorim. Sua musica propõe um estilo próprio e original para o rock, mas sua marca registrada é a inserções de interpretação lírica em algumas canções.
Entre as composições próprias que Andrea interpreta neste espetáculo, destaque para “Nervos de Aço”, “Marcapasso”, “Barcos de Papel”, “Alma de Vidro”, “Amuleto” e “Cúmulo”. O programa traz também releituras de Raul Seixas (“O Trem das Sete”), Legião Urbana (“Teatro dos Vampiros”), Mutantes (“Balada do Louco”) e RPM (“Revoluções por Minuto”).
Com mais de 10 anos de carreira, a cantora, compositora e jornalista tem quatro CDs gravados (Cúmulo, Amuleto, Milagre e Fragmentos); o quinto (Ao Meio Por Inteiro) já está pronto e será lançado em breve com participação especial de Roberto Menescal (violão) e Nil Bernardes (craviola). “Acho que o Brasil está finalmente prestando mais atenção no meu trabalho”, desabafou a cantora, que se mudou para a capital paulistana em busca de oportunidades. Andréia é destaque em Pernambuco, considerada pela crítica local como uma das 10 maiores cantoras do rock nacional. Andrea venceu vários festivais pernambucanos, defendo suas músicas, entre eles o Festival de Inverno de Garanhuns. Em 2009, ela foi convidada para participar do Programa do Jô, na Rede Globo.
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