QUALIDADE E EFICIÊNCIA NOS ÔNIBUS: UM DIREITO DO CIDADÃO

*Antonio Goulart

Pessoas que utilizam diariamente o transporte público sabem dos transtornos que os cidadãos enfrentam por depender dos coletivos para se locomover até o trabalho ou até mesmo para escolas ou faculdades. Eles nem sempre são a melhor opção de deslocamento de um canto da cidade para outro, mas é uma solução para quem não tem o seu próprio veículo.

Sempre que estou parado no trânsito, observo atentamente todos os detalhes, desde o interior dos ônibus, até os corredores exclusivos, que estão sempre sujeitos as interferências, por exemplo, o semáforo.

De acordo com dados divulgados em janeiro deste ano pelo IBOPE e o Movimento Nossa São Paulo, 77% dos passageiros estão totalmente insatisfeitos com o tempo de deslocamento na cidade. Além disso, os cruzamentos também causam grande parte da queda da velocidade média no corredor de ônibus.

Outro problema é o tempo de embarque, pois o usuário precisa pagar a passagem com o bilhete único antes de girar a catraca, enquanto dezenas de outras pessoas se espremem para permanecer no interior do coletivo. Muitas vezes é impossível passar da catraca, pois geralmente não há espaço para mais pessoas.  Isso gera um atraso na fila dos corredores de ônibus, porque enquanto a porta não se fecha, o motorista não pode prosseguir viagem.

Já os taxis, autorizados para transitar nas faixas especiais quando estão com passageiros, criam ainda mais lentidão no local, pois os corredores ficam cada vez mais saturados de veículos.

Minha intenção, enquanto vereador e vice-presidente da Comissão de Transito e Transportes é propor melhorias para os cidadãos usufruírem de mais qualidade e eficiência nos transportes coletivos da cidade de São Paulo.

Estudei diversas formas de amenizar os transtornos. Um bom exemplo é a implantação e reforma de corredores bem planejados e com o mínimo possível de interferências. A Avenida 23 de Maio pode ser utilizada como modelo, ela não tem semáforos e nenhum cruzamento que possa atrapalhar a velocidade média do coletivo. Para melhorar a fluidez, uma nova faixa de corredor poderia ser utilizada pelo transporte coletivo e as paradas poderiam ser intercaladas de acordo com cada linha de ônibus. Com a segunda faixa, aumenta-se a possibilidade da criação de pontos de ultrapassagem.

A proibição de veículos de transporte individual nos corredores é uma meta inteligente para resolver uma parte do problema, uma vez que o Taxi, além de tumultuar os corredores, ao retornar para as faixas comuns, gera a parada momentânea dos veículos.

Por fim, dados foram divulgados no dia 31 de janeiro deste ano no jornal Estado de S. Paulo estabelecendo uma comparação na qual os ônibus contam com a capacidade de transportar de 10 mil a 20 mil passageiros por hora. Já o metrô carrega de 80 mil a 90 mil passageiros no mesmo período. Estas informações comprovam como a implantação de trem ou metrô pode ser uma solução inteligente para a nossa cidade. Além diminuir a demanda de passageiro nesse modal, o número de coletivos tende a diminuir e assim o transito flui com mais facilidade, sem contar com a qualidade do ar que terá uma melhora significativa.

*Antonio GoulartLançado à vida política, o Vereador Goulart obteve seu primeiro mandato em 1996, com 23.336 votos e, na última eleição municipal, reelegeu-se pela quarta vez consecutiva com 90.054 votos de confiança da população paulistana.

Goulart vem se destacando como um dos membros mais atuantes da Câmara Municipal de São Paulo. Seu desempenho como vereador inclui a elaboração de projetos legislativos, participação em comissões técnicas permanentes e extraordinárias. Hoje, Goulart é membro da Comissão de Trânsito, Transporte, Atividade Econômica, Turismo, Lazer e Gastronomia.

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