Derrubada de veto é questão de honra para Campos Machado
Governador do estado proíbe homenagem a Ayrton Senna
A Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo deve derrubar o veto do governador, José Serra, que impede o acréscimo do nome do piloto Ayrton Senna à Estação Jardim São Paulo, do Metrô, como previa a homenagem apresentada por meio do Projeto de Lei 337/2009, do Deputado Estadual Campos Machado, líder do PTB na Alesp e Secretário Geral da Executiva Nacional do partido. O líder-político partidário, Campos Machado, diz que “a derrubada do veto é questão de honra”.
O veto do governador foi divulgado no dia 25 de agosto e apresenta a seguinte alegação: “a definição da nomenclatura das estações do Metrô está restrita a critérios preestabelecidos, que levam em consideração o fato de que as estações se tornam marcos urbanos”.
Vale ressaltar, que o Projeto de Lei teve grande repercussão, e até agosto, já havia mais de 83 mil nomes no abaixo-assinado e cerca de 680 mil e-mails enviados ao governo do estado, para que Serra não vetasse o referido projeto.
No Projeto, que recebeu manifestação de apoio de pessoas de todo o país, Campos Machado enfatiza que Ayrton tinha orgulho de ser brasileiro. “Ele almejava fazer muito mais pelo Brasil. O piloto e empresário lançou a semente para a criação do Instituto Ayrton Senna, que atende milhões de crianças e jovens em todo país”, ressalta o Presidente Estadual e Secretário-Geral da Executiva Nacional do PTB.
Mais que justa homenagem
Ayrton Senna da Silva nasceu em 21 de março de 1960, em São Paulo. Ganhou o 1º kart aos quatro anos. Chegou à Fórmula 1 em 1984, conquistou no ano seguinte a primeira vitória na categoria e chegou ao total de 41 vitórias. Ao todo, largou 65 vezes na “pole position”, sagrando-se campeão mundial por três vezes (1988-1990-1991). Foi o primeiro brasileiro a vencer um grande prêmio em Mônaco, em 1987, fato que se repetiria por mais cinco vezes, acumulando seis vitórias no Principado em toda a carreira.
Após cumprir compromissos com a equipe da Fórmula 1, imprensa, patrocinadores e fãs, Ayrton procurava retornar a São Paulo, para se transformar no competente empresário que cuidava dos negócios com a mesma dedicação e preocupação que tinha quando estava a bordo de um carro de corrida, como pode ser visto, ao olharmos para os sucessos que envolvem seu nome: Senninha e a própria marca Senna.
Durante sua vida, Senna sempre fez doações a instituições sociais, mantendo o anonimato. Pouco antes de sua morte, em 1994, ele havia expressado o desejo de fazer algo pelas crianças e pelos jovens do Brasil.
O Instituto Ayrton Senna é a realização do sonho do piloto. Ele queria oferecer às novas gerações de brasileiros as oportunidades necessárias para que desenvolvam seus potenciais, por meio da educação de qualidade. Em 15 anos de atividades, o Instituto já mudou a realidade de cerca de 11,5 milhões de crianças e jovens em 1.372 municípios de 26 estados e Distrito Federal.
Fonte: Assessoria de Imprensa Deputado Campos Machado
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